Home EconomiaDólar sobe para R$ 5,18 e atinge maior valor desde termo de março

Dólar sobe para R$ 5,18 e atinge maior valor desde termo de março


O dólar avançou nesta terça-feira (23) diante da maior aversão ao risco global e fechou no nível mais proeminente em quase três meses. A bolsa de valores subiu pouco mais de 0,5%, refletindo, em secção, o conforto depois a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

No exterior, investidores acompanharam a queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos, sinais sobre a política monetária do Federalista Reserve (Fed, Banco Médio estadunidense) e as negociações envolvendo o petróleo, que fechou em baixa com foco no cenário geopolítico.

Câmbio pressionado

O dólar à vista encerrou o dia com valorização de 0,89%, cotado a R$ 5,187, maior nível de fechamento desde 30 de março. A moeda chegou a tocar R$ 5,19 durante a sessão.

O movimento refletiu a procura por segurança diante da expectativa por novos dados de inflação nos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões do Fed sobre juros. Indicadores recentes de atividade econômica americana supra do esperado aumentaram as apostas de manutenção de uma política monetária mais restritiva.

Bolsa vira o sinal

O Ibovespa encerrou o pregão aos 171.258 pontos, com subida de 0,52%, depois registrar queda durante a manhã acompanhando o movimento negativo dos mercados internacionais.

A recuperação veio com o progresso de ações da Petrobras, grandes bancos e empresas ligadas ao ciclo econômico. O recuo das taxas de juros futuros depois a divulgação da ata da última reunião do Copom também contribuiu para melhorar o desempenho da renda variável.

No documento, o BC indicou a possibilidade de pausar o galanteio de juros, dependendo do cenário internacional. A divulgação da ata reduziu secção do desconforto gerado pelo expedido emitido depois a reunião da semana passada, no qual o Copom não tinha mencionado os próximos passos para a Selic.

Cenário extrínseco

Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq caiu muro de 2%, afetado por uma realização de lucros em empresas de tecnologia e perceptibilidade sintético. Ao mesmo tempo, o mercado acompanhou sinais de força da economia americana antes da divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação monitorado pelo Fed.

Na Europa, dados mais fracos de atividade econômica também contribuíram para ampliar a cautela dos investidores.

Petróleo recua

O petróleo terminou o dia em queda, com o mercado monitorando as negociações entre Estados Unidos e Irã e possíveis mudanças no fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz.

O contrato do Brent para setembro, referência para a Petrobras, caiu 0,93%, a US$ 76,80 por barril. O WTI, barril do Texas, para agosto recuou 0,88%, encerrando a US$ 73,21 por barril.

A possibilidade de aumento da oferta com flexibilização de restrições ao petróleo iraniano pressionou os preços, enquanto investidores aguardam novos sinais sobre o estabilidade do mercado global.

*Com informações da Reuters



Fonte: EBC

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