O dólar caiu, e a bolsa brasileira voltou a subir em meio à melhora do humor global diante de sinais de progressão nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana fechou próxima de R$ 5, enquanto o Ibovespa avançou tapume de 1,8%, recuperando secção das perdas acumuladas nos últimos pregões.![]()
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O movimento foi impulsionado pelo recuo do petróleo e pela redução das tensões em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
O dólar mercantil encerrou esta quarta-feira (20) vendido a R$ 5,003, com recuo de R$ 0,037 (-0,74%). A cotação chegou a R$ 5,05 por volta das 10h, mas caiu ao longo do dia com o consolação no Oriente Médio.
Na semana, a moeda acumula queda de 1,27%. Apesar do recuo desta quarta-feira, o dólar ainda sobe pouco mais de 1% em maio. No ano, a queda em relação ao real chega a 8,85%.
O mercado reagiu positivamente a informações de que navios voltaram a cruzar o Estreito de Ormuz e a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que um pacto com o Irã estaria em temporada final de negociação. Com isso, diminuíram os temores de interrupção no fornecimento global de petróleo e de uma novidade pressão inflacionária sobre a economia americana.
Dados do Banco Mediano mostraram ainda ingresso líquida de US$ 3,027 bilhões no fluxo cambial da semana passada, puxada pelo meato financeiro. Em maio, até o dia 15, o saldo está positivo em US$ 1,588 bilhão.
Bolsa recupera perdas
Depois três sessões seguidas de queda, o Ibovespa fechou em subida de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, no maior progressão quotidiano desde 8 de abril. O índice chegou a superar os 178 milénio pontos na máxima do dia, sustentado pela melhora do gosto global por risco e pela recuperação das bolsas em Novidade York.
Ações de mineradoras e de empresas ligadas ao consumo e a bancos puxaram a subida. O desempenho positivo ocorreu mesmo com a poderoso queda das ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa.
Pressionados pelo recuo do petróleo, os papéis ordinários (com voto em tertúlia de acionista) da Petrobras caíram 3,85%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 3,23%.
Entre os destaques de subida ficaram CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%). Vale ON avançou 1,21%, e os grandes bancos também subiram.
Em Wall Street, os principais índices fecharam em subida, impulsionados pela expectativa em torno do balanço da Nvidia, maior trabalhador de chips do mundo, e pelo consolação nos juros dos títulos do Tesouro estadunidense. O Nasdaq (índice das empresas de tecnologia) subiu 1,54%, enquanto o S&P 500 (índice das 500 maiores empresas) avançou 1,08%.
Petróleo despenca
O petróleo registrou poderoso queda, refletindo a retomada parcial do fluxo marítimo em Ormuz e as expectativas de um pacto diplomático entre EUA e Irã. O Brent, referência nas negociações internacionais, fechou em baixa de 5,62%, a US$ 105,02 o barril. O WTI, barril do Texas, referência nos Estados Unidos, caiu 5,7%, a US$ 98,26.
A queda nas cotações do petróleo intensificou-se em seguida relatos de que superpetroleiros voltaram a cruzar o estreito, responsável por tapume de um quinto do negócio mundial de petróleo. Apesar da queda expressiva, os preços seguem em patamar proeminente, e o mercado continua sengo ao risco de novas tensões no Oriente Médio.
* com informações da Reuters
