A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a implantação do pedágio eletrônico no modelo “free flow” em Arapongas e outras cidades do norte do Paraná, trazendo uma mudança significativa para os motoristas da região — principalmente no bolso.O novo sistema não terá cancelas.
A cobrança será feita automaticamente por meio de câmeras e sensores instalados nas rodovias, identificando a placa do veículo ou a TAG eletrônica.Mas o que mais chama atenção são os valores já divulgados para as praças da região.
Em Arapongas, na BR-369, o pedágio deve custar cerca de R$ 10,46 por passagem.
Já em Mandaguari, o valor estimado é de R$ 9,84. Em Presidente Castelo Branco, a tarifa sobe para R$ 13,47, enquanto em Jataizinho chega a R$ 17,06, sendo o mais caro entre os trechos anunciados.
O modelo prevê descontos para usuários frequentes, podendo reduzir o valor conforme a quantidade de passagens no mês. No entanto, para quem utiliza a rodovia de forma ocasional, o valor integral será cobrado.Apesar da proposta de modernização e do fim das filas nas praças de pedágio, o novo sistema já gera debate entre os motoristas, principalmente pelo impacto financeiro no dia a dia.
Com valores que ultrapassam R$ 17 por trecho, trabalhadores, comerciantes e moradores da região podem sentir diretamente no orçamento mensal, especialmente aqueles que dependem das rodovias diariamente.
A cobrança ainda não começou oficialmente e depende da instalação completa dos equipamentos, com previsão de funcionamento ao longo de 2026.A mudança promete mais agilidade no trânsito, mas também levanta uma discussão importante: quanto essa praticidade vai custar no bolso da população.
