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Prioridades Invertidas: Rodolfo Mota nega aumento real a servidores enquanto gasta milhões com terrenos

Enquanto a vizinha Arapongas valoriza o funcionalismo com reajuste acima de 10%, a Prefeitura de Apucarana se limita ao mínimo obrigatório e foca em compras imobiliárias.

A gestão do prefeito Rodolfo Mota em Apucarana acaba de enviar um recado amargo aos servidores municipais: para quem carrega a cidade nas costas, apenas o “feijão com arroz”. Em um movimento que gerou indignação nos bastidores do Centro Cívico, o prefeito confirmou que o reajuste salarial da categoria será de apenas 5,4% (que o governo federal já havia concedido) — o índice exato da inflação (IPCA), sem um centavo sequer de aumento real.

O contraste que envergonha: Apucarana vs. Arapongas

Para entender o tamanho do descaso, basta olhar para o lado. Em Arapongas, a gestão municipal demonstrou que, com planejamento e vontade política, é possível valorizar o servidor. Além dos 5,4% obrigatórios repassados pelo Governo Federal, a prefeitura vizinha concedeu mais 5% de aumento real, totalizando um reajuste de 10,4%.

Por que em Arapongas o dinheiro rende e o servidor é respeitado, mas em Apucarana a conta nunca fecha? A resposta pode estar no destino que Rodolfo Mota dá ao dinheiro do contribuinte.

Dinheiro para terra, mas não para gente

A justificativa de “falta de recursos” para os servidores cai por terra quando analisamos as recentes movimentações financeiras da Prefeitura. Recentemente, o município anunciou a compra de um terreno estratégico nas proximidades do Parque Jaboti para a construção de prédios públicos.

O questionamento que fica para o cidadão apucaranense e para o servidor é claro: como há recursos vultosos para aquisições imobiliárias e “reformas sem fim” — marcadas pela falta de planejamento e improvisação, como já denunciado — mas não há verba para dar dignidade salarial a quem atende a população nos postos de saúde e escolas?

Gestão de fachadas e improvisos

O que vemos hoje em Apucarana é uma gestão que parece priorizar o concreto em detrimento das pessoas. As obras espalhadas pela cidade, muitas vezes sem cronograma claro e com custos elevadíssimos de improvisação, contrastam com a estagnação do poder de compra dos trabalhadores municipais.

O servidor público não quer apenas promessas ou “obras para inglês ver”; ele quer o reconhecimento no bolso para sustentar sua família. Ao negar o aumento real, Rodolfo Mota vira as costas para a categoria e mostra que sua prioridade não é o capital humano, mas sim manter uma vitrine de investimentos que nem sempre reflete o bem-estar da população.

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