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Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre

A mais tradicional corrida de rua do Brasil chega à sua centésima edição, alcançando um recorde no número de inscritos. Mais de 55 milénio pessoas se cadastraram para participar dessa edição histórica da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na manhã desta quarta-feira (30) na capital paulista.

A maior secção deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para executar uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em geral: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.

Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.

“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o pânico, ali é a verdadeira sarau, é a hora de jogar tudo para o supino e curtir”, disse ela à reportagem.

Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.

“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de comemorar tudo isso. É, sem incerteza, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai suceder de novo daqui a 100 anos. Logo é imperdível, não tem porquê não estar cá hoje”.

A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa dissemelhante. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, portanto eu sei que tem um peso dissemelhante, que é muito importante e eu espero que dê tudo manifesto e que a gente se divirta supra de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da]  Brigadeiro porque todo mundo tem pânico da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.

 


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil 

Participação das mulheres é recorde

Neste ano, a participação de mulheres na São Silvestre cresceu e bateu recorde. De convenção com os organizadores, 47% das pessoas que se inscreveram para participar da prova são mulheres.

As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interno paulista, fazem secção dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam decorrer em Jacareí.

“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem tapume de 400 mulheres. Tem muitas delas cá na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar cá hoje. A gente está na verdade cá conquistando mais um marco na nossa curso de corredoras”, brincou Islaine.

Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer brotar na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa impaciência está a milénio porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos cá para comemorar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso cá é uma celebração”, completou Thais.

Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que decorrer todo mundo acha lítico, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da moradia, do fruto, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.

Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 milénio pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.

“Esse é um hobby. Comecei a decorrer já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Cá é sarau, alegria totalidade”, disse ele à reportagem da Escritório Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha lítico porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], portanto fico até emocionado”, disse ele.

Em seguida participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Porquê eu já estou habituado, estou afeito, portanto não tenho tanta dificuldade”, falou.

 

 

 

Fonte: Ebc

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