Quem formaliza um negócio e empreende na terceira idade pode triplicar a renda. É o que aponta o estudo Empreendedorismo Sênior Sob a Ótica da Pesquisa Pátrio por Exemplar de Estância (PNAD Contínua), do Serviço Brasiliano de Base às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizado a partir de dados do Instituto Brasiliano de Geografia e Estatística (IBGE).![]()
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O estudo do Sebrae mostra que, no quarto trimestre de 2025, os empreendedores 60+ formalizados atingiram o maior rendimento médio de toda a série histórica, iniciada em 2012. Em média, eles receberam R$ 7.458, valor mais de três vezes superior ao rendimento de empreendedores informais (R$ 2.152).
De entendimento com o estudo, a formalização não somente eleva a renda no limitado prazo, mas amplia o retorno ao longo de todo o ciclo de vida do empreendedor e promove avanços na escolaridade dos empreendedores sêniores.
Entre 2012 e 2025, a proporção desses donos de negócio sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu 22 pontos percentuais, de 68% para 46%. A parcela com ensino médio completo ou mais passou de 24% para 42%, progresso de quase 19 pontos percentuais.
“O Brasil tinha 4,5 milhões de empreendedores sêniores no quarto trimestre de 2025, subida de 59% frente a 2012. Apesar desse desenvolvimento, o universo de empreendedores supra dos 60 anos ainda representa somente 15% do totalidade de donos de negócios, enquanto a população sênior corresponde a 20% de todos os brasileiros em idade ativa”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
Perfil
Conforme os empreendedores envelhecem, cresce a participação porquê chefes de residência. Entre os jovens, a proporção é de 37% e entre os sêniores essa representatividade cresceu para 67%, no quarto trimestre de 2025. Na direção oposta, a requisito de rebento no residência, geral entre os mais jovens (35,5%), praticamente desaparece entre os idosos (0,7%).
Na série histórica, porém, a proporção de sêniores que ocupam a posição de encarregado de residência recuou de 78%, em 2012, para 67%, em 2025. A queda foi acompanhada por um aumento na requisito de consorte, que subiu de 18% para 27% no período.
Apesar dos avanços em escolaridade e renda, o estudo aponta que os empreendedores sêniores foram o grupo etário com menor progresso em formalização e proteção previdenciária na última dezena.
Entre 2015 e 2025, a formalização entre os empreendedores 60+ avançou pouco mais de 2 pontos percentuais, diante de 7,5 pontos percentuais entre os jovens e aproximadamente 7 pontos percentuais entre os adultos.
