A Argentina de Lionel Messi terá pela frente um oponente que fala português nos 16 avos de final da Despensa do Mundo. Não é o Brasil de Neymar e Vinícius Júnior, nem Portugal de Cristiano Ronaldo. Será o Cabo Verdejante de Vozinha.![]()
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Sensação maior do Mundial deste ano, a estreante seleção lusófona assegurou, na noite de sexta-feira (26), uma histórica classificação à período seguinte da competição.
A vaga veio com o empate sem gols com a Arábia Saudita em Houston (Estados Unidos). Houve, ainda, uma “ajudinha” da Espanha, que superou o Uruguai por 1 a 0 no Estádio Akron, em Guadalajara (México).
Os Tubarões Azuis – uma vez que é conhecida a equipe caboverdiana – se classificaram sem segundo lugar no Grupo H, com três pontos.
A vice-liderança colocou Cabo Verdejante no caminho dos argentinos. O duelo será na sexta-feira que vem (3), às 19h (horário de Brasília), em Miami (Estados Unidos).
A ponta da chave ficou com os espanhóis, com sete pontos. Um dia antes, às 16h, eles enfrentam quem permanecer em segundo no Grupo J, o dos hermanos, em Los Angeles (Estados Unidos). A bulha está entre Áustria e Argélia.
O Uruguai, por sua vez, volta para vivenda. A seleção etéreo é a primeira equipe sul-americana a se despedir da Despensa.
Com unicamente dois pontos, a equipe não conseguiu permanecer entre as oito melhores terceiras colocadas, que também avançam aos 16 avos de final. Os sauditas, com os mesmos dois pontos dos uruguaios, também deram adeus.
Lapso de Muslera é mortífero
A globo começou a rolar ao mesmo tempo nos dois jogos, às 21h. O cenário inicial. Espanha na liderança, com cinco pontos; Uruguai e Cabo Verdejante com três pontos, com os sul-americanos adiante, em segundo, pelo número de gols (três a dois); Arábia Saudita em último, com dois pontos. A seleção lusófona ocupava, naquele momento, um posto na próxima período uma vez que um dos melhores terceiros.
A mudança crucial na classificação veio aos 41 minutos do primeiro tempo, em Guadalajara. Apesar de controlar a posse, a Espanha não vinha conseguindo entrar na superfície uruguaia e até dava espaços para contra-ataques.
Até que o lateral Marcos Llorente cruzou réptil pela direita e o meia Alex Baena dominou, conseguiu o giro sobre o lateral Guillermo Varela, mas o chuto saiu fraco. Mesmo assim, o goleiro Fernando Muslera falhou e deixou a globo entrar.
O gol mantinha os espanhóis na ponta do Grupo H, agora com sete pontos, mas mexia na segunda colocação, que passava a ser de Cabo Verdejante, com três pontos.
Os uruguaios, com os mesmos dois pontos da Arábia, ficando adiante pelo saldo de gols, estavam ficando fora do grupo dos melhores terceiros e dando adeus ao Mundial.
As duas partidas recomeçaram às 22h09. No México, o Uruguai se lançava desorganizado adiante em procura do empate.
Em Houston, o jogo entre Cabo Verdejante e Arábia Saudita estava truncado, com muitos erros de passes e alguma superioridade dos Tubarões Azuis, que esbarravam na sofreguidão.
Na melhor chance, aos 29 minutos, o atacante Nuno da Costa disparou em contra-ataque e deixou o volante Laros Duarte na frente do gol, mas o goleiro Mohammed Al-Owais fez milagre e salvou.
A partida em Houston terminou primeiro, com o empate sem gols. Os jogadores de Cabo Verdejante, logo, reuniram-se em torno de um celular para seguir os instantes finais de Espanha e Uruguai.
Os sul-americanos, desesperados, perderam o atacante Agustín Canobbio, expulso, pouco antes do sibilo final em Guadalajara, que deu início à sarau caboverdiana. A história foi escrita na Despensa do Mundo.
