O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), presidente estadual do PT no Paraná e líder da Oposição na Tertúlia Legislativa (ALEP), protocolou nesta segunda-feira (15) uma notícia de trajo junto à Polícia Federalista solicitando o encaminhamento do caso à Procuradoria-Universal da República (PGR) para investigar a atuação do deputado federalista Filipe Barros (PL-PR) em obséquio do Banco Master. A solicitação é baseada em indícios apresentados, inclusive pela prensa, que podem ter beneficiado interesses privados tanto do banco quanto de seu controlador, Daniel Vorcaro.
A representação sustenta que uma série de iniciativas parlamentares promovidas por Filipe Barros entre 2024 e 2025 merece apuração detalhada. Entre elas está a apresentação do Projeto de Lei nº 4.395/2024, que propunha solevar de R$ 250 milénio para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), medida que, segundo o documento, teria potencial de beneficiar principalmente instituições financeiras dependentes desse protótipo de captação, porquê o Banco Master.
Além do projeto de lei, o deputado Arilson questiona a realização de audiências públicas e requerimentos apresentados por Filipe Barros na Percentagem de Relações Exteriores e Resguardo Pátrio da Câmara dos Deputados. Segundo a denúncia, a percentagem passou a concentrar discussões sobre regulação financeira, Banco Meão e Percentagem de Valores Mobiliários (CVM), temas que teriam relação direta com disputas envolvendo o Banco Master.
O deputado Arilson destaca que sua iniciativa não procura criminalizar a atividade legislativa nem restringir prerrogativas parlamentares. O objetivo, segundo ele, é esclarecer se instrumentos legítimos do procuração teriam sido utilizados para propiciar interesses econômicos privados específicos. “A seriedade dos fatos exige uma resposta institucional. O Caso Master é gravíssimo. Não podemos admitir qualquer incerteza sobre autoridades públicas”, ressalta o líder da Oposição.
A representação, segundo o presidente do PT-PR, pede que sejam analisadas a origem das propostas legislativas, a eventual participação de agentes privados em sua elaboração. O documento pede ainda a verificação de diligências para rastrear eventuais contrapartidas financeiras, caso os órgãos competentes entendam possuir elementos suficientes para isso.
“O que está em discussão não é uma divergência política ou ideológica. Estamos falando da suspeita de utilização de instrumentos públicos para atender interesses privados em um setor altamente sensível da economia brasileira. Quando há indícios dessa natureza, a apuração rigorosa é um obrigação das instituições e uma exigência da sociedade”, argumenta o deputado Arilson.
Ao provocar formalmente a Polícia Federalista, a PGR e, eventualmente, o Supremo Tribunal Federalista, o deputado Arilson justifica que suspeitas envolvendo um parlamentar federalista exigem o acionamento dos órgãos competentes. “A solicitação foi encaminhada às instituições responsáveis por esse tipo de investigação, preservando o interesse público e a transparência”, resume.
Foto: Valdir Amaral
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